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Mostrando postagens de setembro, 2008

Silêncio!

O silêncio é algo cada vez mais raro na sociedade moderna. E não falo da poluição sonora que explode com os ônibus, buzinas, etc. Aqui me refiro apenas à voz humana. Pense quanto tempo, excluindo durante o sono, você fica sem escutar ninguém dizer nada. Pense naquele livro que está lendo e imagine que os personagens são mudos e tudo o que fazem não precisa de palavras. Algo estranho para alguém que precisa delas a todo momento. Seja para me vender como trabalhador, seja para trabalhar, para estudar (jornalismo!) e para me relacionar de forma geral. Mas o que existe é um exagero estúpido em falar pelos cotovelos. As pessoas estão falando menos sozinhas (o que parecia coisa de louco, mas todo mundo fazia) e agora falam ao telefone celular, com três, quatro pessoas numa esquina ao mesmo tempo, no trabalho um mais alto que o outro para chamar atenção. Minha voz mesmo já está me irritando. Tudo isso é fruto do estresse que é voltar de metrô depois da faculdade e aquela chuva de alunos empol

Tio NICO pra sempre!

Não, não chores mais Não, não chores assim Vida, vida, vida, luz Sem ser hoje o coadjuvante Passando ao papel principal Curtindo Bob Marley Curtindo meu curingão Não, não chores mais Não, não chores assim Vida, vida, vida, luz Porque a juventude que Sempre receitei, é a Juventude do coração... Porque chorar agora? Se sempre fui a luz da esperança e a luz da alegria? Não, não chores nunca mais. Antonio Possidente - 06/04/1924 - 16/09/2008 Homenagem ao Tio Nico, que nos faz sentir uma saudade sem fim da alegria, da bondade e da crença de que o mundo pode ser um lugar bom para se viver, principalmente tivermos pessoas como ele por perto. valeu Tio Nico!

Cabocla da ilha

Calada minha alma serena, Estreita como a flor, À espreita de um amor. Sofro em silêncio dias cinzas sem vento Caminho calado por pedras pesadas Meu coração é u ó, Meu pensamento é um só Vidas cruzadas, perigas um trago, Deixar de soslaio um amargo veneno, Doce do beijo que eu quero expulsar Só a dor me abraça Fiquei fugindo da minha própria caça Acabei fisgado pelo amor em rede, Sofri de novo, chorei de sede. Não era às voltas de um peito em chamas Que minh’alma pulsa e o desejo clama Fiz besteira, deixei à revelia De arrependimento, faleci Desentendimento, eu entendi O vácuo me abraçou Ela intocável e tão singela, Sua humildade que me revela, Meu ninho de amor que não vivi Continuo a sofrer, sem me perder