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Mostrando postagens de 2010

Lá vai o Natal

Lá vai o Natal, Com suas cores e presentes, Sorrisos solidários, Abraços descontentes, A melancolia das luzes, A lembrança de um ente A emoção das crianças, O feriado adomingado Todo Natal é igual, Mesmo sendo diferente, O ano começa quando ele termina A gente vive o ano esperando por ele Desfazer a árvore, Guardar os presentes, Continuar comendo seus restos Descobrir as fantasias Todo Natal é igual, Mesmo sendo diferente, Um vizinho perdido Outro parente desconhecido Quando acaba o Natal Não faço minhas contas Penso na verdade E sorrio contente

A ociosa produtividade

Lá fora parece tudo tão calmo, aqui dentro nada acontece. Os dias passam preguiçosamente largados na cama. Os dias. São trezentos e sessenta e cinco no ano, quando não trezentos e sessenta e seis, mas em apenas vinte quero mudar o mundo. São minhas férias, diferentes sempre sendo iguais. Planejei muitas coisas que poucas fiz e os dias, ah os dias são cruéis. Eles estão fugindo. Está tudo quase pronto, mas esse quase não desenrola. Às vezes faço cinco dias em um, mas na maioria passam dez que não vale meio. Amanhã vou fazer diferente. Amanhã vou acordar cedo, fazer exercícios, mandar e-mails, entrar no orkut, facebook e twitter, e no msn também. Vou lavar a moto, instalar um alarme, parar só para almoçar e olhe lá. Amanhã, sempre é bom , espero que um dia ele chegue. Ontem, por exemplo, preferi não sair. Fiquei aqui planejando o hoje, mas tudo foi por água abaixo no primeiro telefonema que recebi. Então, meus planos foram automaticamente adiados por um dia. Nessa, perdi duas semanas. Ma

Sem título

Queria lembrar dos meus dentes de leite. É um barato arrancar os dentes da minha filha. Lembro do meu pai e de quando eu repetia os escândalos que minha filha faz. Mas faz tanto tempo isso, nem sei de verdade porque comecei esse texto falando disso, mas enfim, gosto de deixar as letras rolarem, aparecer e desaparecer como um passe de mágica. Quando eu era pequeno eu quase psicografava ao escrever, mas já tentou fazer isso no computador.. é foda porque não dá pra apoiar a cabeça numa das mãos... Escrevo quase pensando no final e isso é um assassínio. Há tantas coisas a divagar. Por exemplo? Fazer uma pequena reflexão aqui. Eu jovem jornalista e velho filósofo sempre pensei na vida como um algo a fazer, mas aprendi que esse algo quase não existe. Lenda pessoal, conspiração do universo, destino, sei lá, é muita coisa acontecendo junto, tipo contas pra pagar, saca? Daí ser artista nesse turbilhão de boletos é praticamente impossível, tem que ser muito fera. Eu pensei que cada um de nós fos

Moto b o y

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Senta a prosa Num dia chuvoso, os corredô embaçado, a gente vai que vai. No parabrisa do capacete vai escorrendo a lágrima de Deus. Ninguém fica pensando nisso. Enquanto os retrovisores ficam pra trás um mundo de músicas e conversas escapam no vento. Senta a puia! Tudo sobre o que quiser conversar vai surgindo. Aquela ideia de trampo, a gatinha aqui e acolá, os problemas em casa trazem o amadurecimento. Tanto das ideias, quanto dos próprios personagens que a gente carrega. A baixinha doente, a outra distante. Dá um aperto lembrar daqueles rostinhos lindos e sabê-los crescendo. Encontrando as mesmas dificuldades que eu naquela curva no corredor. Amadurecendo. Amadurecer também é fuga. Enquanto a gente amadurece as ideias, nos permitimos ir além, viajar mesmo, soltar a mente do corpo e levar só o coração. Assim são os melhores vinhos, os melhores livros, uma comida bem preparada e os dias de sol. O coração e a cabeça se ocupam de suas tarefas invertendo as funções no trajeto. Ora a cab

Motoqueiro presidente do mundo

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Nas curvas deito minha motocicleta segurando o acelerador sem pensar na minha vida. Ali ela é plena porque guarda cada passo que eu dei, cada vento que meu rosto sentiu. Nos meus sonhos vejo sempre a mesma cena. Milhares de pessoas num choro coletivo. Toda minoria cabe em mim e me visto de outra pessoa para sobreviver. Quando vislumbrei pela primeira vez o cogumelo atômico ele simbolizava apenas o fim do mundo. Digo apenas, pois o mundo acaba todos os dias na vida de muitas pessoas. O medo consome tanto quanto o capitalismo tenta suprimi-lo. Medo da doença. Da violência. Da morte. Tento continuar sem meus sonhos. As pequenas realizações não põem a mesa farta que aparece na televisão. Minhas filhas verão. Tudo se resume a educação. É cultural ser feliz mesmo na opressão. Foram tantas investidas pro sucesso, tantas revoltas resignadas pelo desgosto e a obrigação de ser um sobrevivente. Quanto mais próximo fico de um sonho, mais turvo ele se torna, mais cinza, com um gosto esquisito de fe

Quem entende a poesia?

De que falam os poetas? Confundem amor com dor Transformam a chuva inoportuna e gelada Em bálsamo de lavar a alma Para que serve um poema? Parece mais um estratagema de misturar o que não dá De palavras bonitas que para poucos faz sentido Uma rima rica que esconde alguma coisa que ninguém quer ver O poeta não acredita na justiça Torna belo a cinza e o pó Chora a todo tempo porque a flor abriu Porque a borboleta voou, porque o sol saiu No fundo os poetas não fazem poesia Pensam que a vida é só filosofia A dor, a dor, a dor, somente ela merece tal heresia Não há nada pior que o sofrimento, mas Para o poeta é um alimento Come até enfastiar-se para poder vomitar Escolhe cada estrofe como se fosse cantar E se esconde dos flashs para poder brilhar De que falam os poetas então? De tudo e do nada sem razão Se reparar vai ver só letra Do breu ela vem, para o breu ela vai

Minha família

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Lendo os últimos posts do meu blog pude perceber que o nível vem subindo gradativamente após minha formação como jornalista, mas isso não é tudo. Fiz algumas interpretações da vida e arte inspirado em exposições e simpósios. Nem sempre minha antena está plugada em um evento de porte. Me resta a sabedoria da periferia e do trabalho que me cerca. Os anseios vão se dissolvendo assim, com um pouco da minha história, dos passos que vou dando olhando para frente e carregando uma bagagem cada vez mais extensa. Hoje, entre falar de futebol, copa o mundo, ou de teatro e exposições, fico com a família, que me deu um fim de semana diferente. Sempre fui um homem de família, e nela às vezes me perco, às vezes acerto e assim vou me reciclando sem pensar em desistir. Aliás, sem ela, talvez continuasse perdido numa bruma densa e negra das minhas não-convicções. Hoje três pares de olhos me cercam em tudo que eu faço. Meus pés mesmo querendo sair por vezes de comportamentos que me aproximem do meu eu re

A musicoterapia da cidade

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Cada vez mais me aproximo da arte e cultura e vou desenvolvendo assim outras coisas malucas relacionadas. A arte e a cultura se confundem, mas não são a mesma coisa. A cultura de um povo é em parte conhecida pela arte. A maior parte, no entanto, vem da família e instituições religiosas. Também vem da rua e do trabalho, e é nesse campo que grandes fenômenos acontecem. Minha aproximação com a arte se deu pelo desejo póstumo-acadêmico de fazer jornalismo cultural. É imprescindível, neste caso, que aliemos o verdadeiro sentido da cultura e somemos à arte para extrair um novo produto. Cultura é antropológica. Parte do principio de que nada no ser humano é natural, exceto claro, respirar, comer e cagar. Chorar é cultural, os dons são culturais,e portanto a arte é cultural antes ainda de ser cultura. Ao avaliar o comportamento do ser humano em seu cotidiano por exemplo, explicam-se diversos movimentos artísticos, como exemplifica muito bem a era digital e a produção artística que usa novas pl

Liberdade ainda que tá dia

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Dei uma banda com a moto do meu irmão hoje e comparei aquele vento na cara com a liberdade, que inclusive já foi slogan de marca de motos. A liberdade não poderia ser só aquilo, aquele vento na cara e o asfalto passando apressado no chão, mas é muito semelhante. A melhor definição de liberdade que aprendi foi que ela é sinônimo de responsabilidade. Toda vez que cumpro meus deveres, me sinto livre para fazer o que quiser, mas daí, já é final de domingo e não resta muito. Quando era jovem, ou melhor, adolescente, pensava que era livre. Conhecia garotas, livros e discos que me soltavam cada vez mais, ia para qualquer lugar que meu dinheiro desse, mesmo que a viagem se resumisse a um cigarro artesanal defronte ao meu aparelho de som que expelia um ácido Pinkfloidiano. O amor era a liberdade. Amor livre, ser apaixonado sem sofrimento, experimentação sem exageros, uma bela tradução da liberdade era me afirmar ser eu mesmo. Depois que cresci um pouco mais, a liberdade foi ganhando outros tons

Sacada do Sr. Sacae

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O debate na inauguração da exposição Naufrágio de Sundarbans – Projeto Vozes Climáticas contou com a presença do fotógrafo e professor João Kulcsar, a professora da PUC Conceição Golobovante, e do curador Alécio Rossi, além do fotógrafo inglês Peter Caton e a designer e fotógrafa Cristiane Aoki , responsáveis pelo trabalho. Apesar de estar bem amparada, a mesa poderia receber tranquilamente para enriquecer ainda mais a questão, o pai da Cristiane Aoki, senhor Sacae Watanabe. O tranqüilo morador de Botucatu foi quem mais me ensinou nesta noite de puro aprendizado. Quando cheguei no Tucarena perguntei para o senhor Sacae se ele era o fotógrafo João Kulcsar, para quem já tinha várias perguntas em mente, discreto, mas muito simpático, o senhor Sacae se apresentou e daí começou não uma conversa, mas uma amizade. Falou sobre o trabalho da filha, enfatizou a causa que ali estavam defendendo e em alguns pontos, me disse coisas que poucas pessoas tem sabedoria para poder falar. Ainda falando

Mr. America in Braz(s)il

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Cheguei sedento para ver as obras de Andy Warhol e não me decepcionei. As Marylins, Mao Tse Tung, os Kenedys estavam lá sendo observados por uma verdadeira multidão. Várias reflexões rolando na excêntrica pop art do americano consumista que, melhor que ninguém, sintetizou esse movimento. De cara, a exposição abre com as cores fortes que marcam o estilo de Warhol. Um papel de parede de vacas amarelas e fundo azul davam suporte ao Mao, ao Lênin (sombrio) e a uma cruz enorme, fruto de seu lado religioso. Na segunda sala, a sequência de cadeiras elétricas era mais bonita que seu significado. Ele diz que a repetição reduz a importância de uma atrocidade, da morte por exemplo. Alias, algo que chamou atenção é que as pessoas pareciam mais interessadas no que ele diz do que no que ele pinta. Curioso, não? Não. Acho que ele ainda tem muito a dizer para a sociedade do consumo e da informação. Voltando às telas, o destaque de John Wayne, ao lado do índio Gerônimo me deixou pasmo tamanha beleza.

Carta pública para uma amiga

Um dia um sonho de menina faceira me apareceu. De contos em contos nos tornamos tão amigos que dividiríamos tranquilamente um ventre comum. Mas Deus assim não quis, me fez de sua cor oposta e deixou o destino nos unir. Mas que tipo de união teríamos? Confesso que poderia ser qualquer um, tanto que nos tornamos amigos namorando, e namoramos quando nos tornamos amigos. Namoro de carinho, de respeito. Desta lambança nos tornamos irmãos. Irmão Noite e irmã Lua. Nossa trajetória foi se distanciando. Ela casou-se e mudou-se. No dia do seu casamento (que hoje digo graças por não ter ido) eu lhe falei por telefone. Senti seu coração perfeito, batendo à toa, mas me calei em segredo. Cinco anos depois ela me salta de um fusca na porta de casa. Explodi de alegria, aquele rosto, aquele sorriso... Era meu sangue que corria pra me abraçar. Ali sabíamos da nossa irmandade que perduraria para sempre. E, desde então, estamos fielmente ligados, prontos a nos ajudar e apoiar enquanto tivermos forças de a

Mãos ao alto, é a polícia!

Procuro volta e meia refletir sobre coisas absurdas que vejo ou percebo no meu dia a dia. A última aconteceu já faz uns dias, mas fiquei tão encasquetado que tive de escrever. Carreguei minhas 11 mulheres para tomar um café na padaria (na verdade 5, mas parece mais) e depois de entregar meu pedido já pago ao balconista, avisto uma Meriva bonitona da polícia encostar. Até ai tudo bem, mas vai ouvindo. O gambé, nesse caso é gambé porque não merece meu respeito, desceu e encostou a farta pança no balcão. “Dá um café com leite, por favor (educado@!#) e um misto quente com duas fatias de...” ao que é interrompido (também educadamente pelo balconista) “O senhor pode pegar a ficha no caixa, por favor?”. Eu estava curtindo aquela manhã ensolarada com minhas pretinhas na padoca numa nice , gastei apenas 15 contos e elas ficaram superfelizes, me enche de alegria vê-las aproveitando o que posso humildemente proporcionar com meu ganha pão. E aquele gambé filho da puta conseguiu estragar tudo ao re

Deu pinta pra mim...

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Deóla, Deolinda! Vi de saída tua pinta No peito e pululava, Pululava graciosamente ao vento, No ondular da pista Onde o coletivo entrava Desencanada, distraída, ou safa De vez em quando parava Deslizava fluída no colo da amiga Quase babei, sorri e disfarcei De novo pululava A pinta espraiada De esguelha, a pinta parecia olhar Será que ela tinha um peito Ou o peito a tivera? Da pinta ao ponto final Desci já com as letras nas ideias Culpa da pinta, plástica, preta Quase peluda...

Democracia surreal

Essa reflexão tem o objetivo de imaginar os rumos da democracia e da própria humanidade considerando parte do passado e a situação atual. Digo parte do passado porque ainda não estudei história o suficiente para embasar uma teoria para o futuro político do mundo. Seria muita pretensão da minha parte desenvolver previsões para a caminhada do ser humano, com as novas (já antigas) preocupações com o meio ambiente, sabendo tão pouco da experiência cultural da humanidade, e também porque humanidade é muito abrangente. Mas antes que o leitor abandone o texto, devo dizer que os apontamentos que vou expor, são reflexões racionais da liberdade de expressão. Liberdade tão exaltada anos atrás que hoje parece empecilho para uma democracia estável. Sejam bem-vindos à era da informação. Tudo ao alcance de todos num click. A partir desse ponto, vamos tentar compreender aonde o bicho homem quer chegar. O mundo está em chamas. Tudo que é terra arde e nos fazem formigas retorcendo o corpo numa agonia gl

Fumaça

Perdi a graça de fazer poesia Tenho saudades dos tempos de rebeldia Da indignação, da revolta em palavrões Tenho saudade das revoluções Cada dia inventava uma Se fosse a escola, a família, não importava Certo era ter um motivo para ser contra Um poder obsoleto da juventude quase ignorante Uma ideologia borbulhante de fim de século Fumava woodstocks, bebia em maio de 68, Surrava os portões da ditadura, sem saber Naquele tempo parecia fácil me esconder Passava invisível na sala lotada Vestia roupas cortadas, quase maquiadas Explodia as paredes do quarto com a Janis, o Raul e o Led Como faz falta os cds espalhados no chão O caderno rabiscado com ideias sublimes A falta de alguém dava espaço pra mim Hoje o jornal me entorpece O BBB me enriquece A Web me suga Sou filho da era do vazio Nem Bush, nem Osama, muito menos Obama Sou pertinente à América Latina Bronzeado de nascença, imóvel por excelência

Futeboleiro

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Separo às vezes este espaço para divagar. Hoje o tema é tão raro por aqui, e tão recorrente na minha vida que fico pensando nesse antagonismo como um mistério. Vou falar de futebol. Como vejo as torcidas e times, e claro, meu próprio futebol nas invariáveis peladas nos finais de semana. Tudo começou no fantástico campeonato brasileiro de 1986. Nosso time tinha Careca, Muller, Silas, Zé Teodoro e outros que formavam um time de responsa. Entrei em todos os jogos no Morumbi no gramado, de mãos dadas com os ídolos. Na final, no Brinco de Ouro contra o Guarani, eu estava na casa da minha vó, sentado numa cadeira de couro, chorando até os 46 do segundo tempo. O golaço do Careca empatou o jogo em 3x3 e levou a disputa aos pênaltis, vencida pelo Tricolor. A experiência desse campeonato me fez fanático pelo São Paulo. Fui muito feliz com outras tantas conquistas, mas especialmente na primeira Libertadores da América. Estava lá no Morumba de novo e chorei quando a torcida invadiu o gramado para

Graduado, colado e bailado

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Na brisa ainda do baile de formatura, faço um pequeno balanço sobre a festa e os percalços para se chegar ao tão esperado momento. A Stillo’s mostrou porque é tão conceituada no meio e tivemos uma belíssima festa, sem sustos nem surpresas desagradáveis. O salão do Expobarrafunda estava lindamente decorado e a banda Santa Maria colocou a galera pra dançar. Agradeço a Deus por ter chegado até aqui. Um beijo especial para minhas amigas, Danielli, Juliana e Vanessa que me acolheram na comissão de formatura. Tivemos altas brigas e discussões para resolver os problemas e proporcionar uma festa digna dos quatro anos dedicados aos estudos. Minha família compareceu em peso. Foram 25 pessoas queridas que dividiram essa festa comigo. Chegando lá, fomos recepcionados pelas garçonetes e fotógrafas. Na mesa encontramos breja, vinho, refri, frios e salgados. Muitas taças emolduravam nosso espaço, e com elas fizemos vários brindes. Meus amigos me rodeavam. Várias vezes fechamos rodas de conversa que l

Show do Metallica!

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O show foi marcado pelos clássicos, pela chuva, pelas novas amizades, pelo cansaço, por termos ido de pista, ou seja, por tantas coisas que posso dizer, vai ficar marcado pra sempre! Diego e eu esperamos ansiosos por quase dois meses com o ingresso comprado para irmos ao Morumbi. A espera valeu a pena e fomos contemplados com um dia mágico. A tensão da magnitude do espetáculo nos pegou no início e tivemos de voltar ao carro pra pegar meus documentos. Na bilheteria eu falei pro cara “estou só com a carteirinha da facu e o recibo”, ao que ouço “relaxa, você vai de pista”. Nosso ingresso era arquibancada, aquela lá no alto, e em poucos instantes estávamos de cara pro palco. Fizemos a maior festa. Magnetic – a turnê – poderia ser traduzida como imã de boa sorte. Pouco antes do Sepultura entrar conhecemos uma galera sensacional com nomes compostos. O Jonata Vinicius, a Mabel Erica e o Felipe Anderson (?), a Jamile e outro camarada que me esqueci o nome. Muitas risadas e brincadeiras por ali

Sobre arte e matemática

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Dois perfis que poderiam ser considerados antagônicos foram retratados pela revista Piauí. De um lado um matemático excelente, com um dom nato que transforma a matemática que conhecemos em algo completamente diferente. Do outro, um artista plástico que soma materiais e ângulos para obter suas admiradas obras. Esta breve analogia é o elo que une os dois. Um ponto da consciência chamada essência que por sua característica, leva a excelência de seus produtos. Nuno Ramos é um artista que seria escritor, ou até diretor de filmes, ou até compositor se quisesse. Sua trajetória mostra como a combinação de fatos e acontecimentos molda um artista. Essa mistura de sinais e símbolos em sua vida, é refletida nas suas pinturas. Experimentando novos suportes ou materiais, obtém a complexidade dos problemas atacados por Artur Ávila. Este, ganhou um prêmio internacional de matemática aos dezessete anos. Ignorou o mesmo prêmio anos depois ao descobrir que a matemática era muito mais que medalhas. Foi ra

Canto para minha sorte

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Não raro as investidas que dou são furos inimagináveis. É preciso ter sorte para não ter alguém perseguindo minha consciência. Não sei se todo mundo é assim, mas quando percebo que deixei minha inteligência ser dominada pela vingança, fico entregue às mais reversas reações. Não é maldade, não sou sarcástico, mas também minha cabeça não pode ser subestimada. Tenho que reagir aos ataques contra mim e às vezes exagero. Neste exagero sou sutil e certeiro. Quantas vezes deixei uma pessoa muda com uma ironia direta. O discurso polido de político que ataca um por vez sem deixar marcas. Me descobri assim olhando outro . Este outro que também sofreu com uma deixa maliciosa, ou uma revelação inútil, mas verdadeira que o fez perder o rebolado. Não sinto orgulho disso, não tenho intenção muitas vezes de fazer o que fiz, mas quando vejo já foi. Daí as brigas com o travesseiro, o arrastar dos dias pensando nas desculpas que deveria e poderia pedir. Este defeito precisa ser falado para ser tratado. N