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Mostrando postagens de 2013

Ahhh Saudade...

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"Saudade é um bem que faz doer, difícil de esquecer e que não tem idade"... Sempre lembrei desse verso de música como verdade absoluta, mas não termina ai. A saudade que todos os brasileiros se orgulham de ser só nossa, tem ponta que fere ao mesmo tempo que acalenta. Quando eu sinto saudades de alguém deixo ela me levar aos mínimos detalhes. Gosto de sentir o cheiro, lembrar das palavras, do silêncio em que olhares falaram mais, enfim gosto de revivê-las ao vivo. Mas não. A saudade está ai para nos lembrar extamente que não é mais possível. Essa semana pensei nos meus avós. Este é o primeiro ano que termino sem um representante desse parentesco vivo. Estava na cama fervilhando pensamentos diversos e me vieram eles. Primeiro vô João e vó Eneida. Pensei nos últimos sonhos que tive com minha avó, como ela estava próxima de mim fazendo estripulias como uma cambalhota na escada e guardando o dinheiro do taxi no sutiã. Como ela era sãopaulina e me fez amar ainda mais esse time.

Não tenho cara de nada

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Lendo um livro de um japonês me deparei com uma questão que já foi preocupante em minha vida. Hoje falo sem essa preocupação sobre o assunto, mas sem ter o entendimento perfeito ainda. O livro fala de um personagem que é escritor de romances, mas que não tem nenhum livro publicado. Conversando com um velho sábio este diz, "você não tem cara de escritor", e ele se justifica dizendo que não tinha publicado nada ainda, mas o velho diz, "não tem nada a ver, talvez você não esteja pronto ainda". Este é o ponto da reflexão. Um dia uma pessoa me falou que eu não tinha cara de surfista, e eu sei que realmente não tenho, mas nunca encarei os estereótipos como verdades absolutas também, mas enfim, pensei que realmente não sou o típico surfista que vai à praia sempre, usa roupas que entreguem esse gosto, fala em gírias, mas quando estou lá fora, pego as minhas ondas e elas me fazem feliz. Também não tenho cara nem de jornalista, nem de escritor. Um dia na faculdade deixei a

As mulheres estão pisando duro

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As mulheres estão perdendo o rebolado. E não é metáfora, porque se fosse seria o contrário. Elas estão perdendo o jeito no andar mesmo. Na avenida Paulista, as mulheres pisam duro, quase marcham na tentativa de dizer que quem manda são elas, como se isso fosse necessário. Ao passo que essa diferença social de gênero diminui, e hoje são tantas aproximações entre os sexos que surge o terceiro sexo sem ser homosexual. O cartunista Laerte é um perfeito exemplo disso, pois apesar de "montado" com roupas femininas, é casado com mulher e mantém sua preferência sexual, mas isso é assunto para outra crônica. Eu ia dizendo que ao passo que a diferença diminui, as mulheres perdem um pouco sua feminilidade. Matando formigas gigantes Tão bonito quando o semáforo fecha e ao parar a mocinha deixa cair de lado sua cintura fazendo a saia ficar na diagonal. Ou quando um andar faz as nádegas inflarem e diminuirem com a precisão de um batimento cardíaco, quase dialogando com o intrépi